domingo, 30 de janeiro de 2011

A arte no séc XX

• As artes do século xx

Com as vanguardas européias, que pode ser considerada um debate cultural, a arte passou a ser vista não como forma de representação, mas como a construção da realidade.
A ideia de verossimilhança, como por exemplo, a imitação da natureza que era a base da tradição ocidental entrou em crise. A partir disso, a arte passou a ter uma construção lingüística e expressiva, ou seja, a expressão do indivíduo e não mais a relação fiel com a natureza.
As vanguardas européias possuem novas linguagens, provocações e é considerada uma ruptura com as estéticas precedentes. Os movimentos culturais desse período são: o Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo.


• O Cubismo

O Cubismo originou-se na obra de Paul Cézanne, para ele a pintura deveria retratar as formas da natureza como se fossem cones, esferas e cilindros. Ele não há imitava, mas há transformava.
Mas, os cubistas foram mais longe que Cézanne. Passaram a representar os objetos com todas as suas partes em um mesmo plano, essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas.
O Cubismo divide-se em duas fases: Cubismo Analítico (1909) e Cubismo Sintético (1911). Dentre os artistas principais destaca-se: Pablo Picasso, Georges Braque, Juan Gris, já no Brasil destaca-se Tarsila do Amaral e Rega Monteiro.

• Pablo Picasso

Pablo Picasso é um artista espanhol, nasceu na cidade de Málaga em outubro de 1881 e faleceu em abril de 1975 na França. Além da pintura destacou-se em diversas áreas das artes plásticas como escultura e cerâmica.
Suas obras podem ser divididas em diversas fases, dentre elas a Fase Azul (1901 – 1904) que representa a tristeza, a miséria e o desespero humano. Já na fase Rosa (1905 – 1907) suas obras apresentam uma conotação lírica e há predominância das cores rosa e vermelha. Em 1907 a obra Les Demoiselles d’ Avignon começa elaborar a estética cubista.
Na última fase de sua vida, Picasso aborda temas como a alegria do circo, o teatro, as tradicionais touradas e passagens marcadas pelo erotismo.

Obra: Les Demoisseles d’ Avignon

Les Demoisseles d’ Avignon é uma das obras mais famosas de Pablo Picasso. Foi pintada em 1907 e encontra-se exposta no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque nos Estados Unidos.
Ao observar a pintura é evidente a representação da sexualidade. As partes sexuais estão expostas, embora não de forma natural, já que a proposta do cubismo era de transformar os elementos da natureza. Há uma expressão de medo das mulheres representadas.
É um quadro impactante para o público da época, pois eles não estavam acostumados com esse tipo de representação, que evidencia o marco do cubismo. É possível também notar a influência de civilizações como a oceânica e a africana, pois há predominância de máscaras que assemelham as esculturas africanas.
Quanto às cores são evidentes tons cinza, bege e castanho.
Outra característica é a geometrização de formas e volumes, por exemplo, as cabeças das mulheres retratadas estão fora do padrão comum, também na representação do corpo é possível observar a presença de figuras geométricas. O artista renúncia a perspectiva, parece que a pintura evidencia algo criado em sua mente, as suas idéias.
É possível perceber também várias faces da figura, característica presente em uma das cinco mulheres, ao mesmo tempo podemos vê-la de frente e de costas.
Picasso é considerado um dos mais importantes artistas plásticos do século XX. Já dizia Alberto Beuttenmüller: “Picasso é o artista do devir e o que está passando, a um só tempo, do hoje e do arcaico, o artista que mudou tudo para que tudo restasse no mesmo lugar. O artista veloz que se permite ser do século XX e de todos os séculos, sem deixar de ser do agora. Picasso foi um movimento que se fez pintura, mais que todas as escolas do século XX; foi e é o pintor-tempo.”

Referências
Filme: As artes do século XX, do professor de História da Arte- FAU/USP, Luciano Migliaccio.
http://www.suapesquisa.com/picasso/
http://www.historiadaarte.com.br/cubismo.html
http://www.girafamania.com.br/artistas/personalidade_picasso.html
http://acertodecontas.blog.br/artigos/picasso-uma-dinamite-na-arte-do-seculo-xx/
Acessados em 19 de junho de 2010.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Um pouco sobre Van Gogh...



Obra: Doze girassóis numa jarra





*Análise do autor e da obra

Van Gogh nasceu na Holanda, era o filho de um pastor evangélico. Trabalhou por pouco tempo numa galeria de arte, como professor assistente e também foi pastor protestante. Após um longo período de intensas pesquisas, Vincent resolveu tornar-se um artista. Como escrevera mais tarde, ele desejava deixar para a posteridade "alguma lembrança em forma de desenhos ou pinturas, não para agradar alguém em particular, mas para expressar um sentimento verdadeiro."
Amparado emocionalmente e financeiramente por seu irmão mais novo, Theo, Vincent passou sete anos trabalhando como artista eventual em Paris, no entanto, foi no sul da França que ele desenvolveu um estilo mais amadurecido.
Em 1888, começou a sofrer de um tipo de doença que o deixava um tanto violento e propenso a ataques psicóticos. Durante uma internação e depois de ter uma discussão com seu amigo Paul Gauguin, Vincent cortou parte da orelha. Ele passou a maior parte de seus últimos anos em clínicas para tratamento mental e finalmente, após um surto de criatividade quando pintou 70 quadros em algumas semanas, deu um tiro no próprio estômago vindo há falecer dois dias depois.
Por cartas, ele mantinha contato com seu irmão Théo. Nessas cartas ele se mostra sensível ao aspecto visual do mundo, às paisagens, às cores, e suas descrições invocam irresistivelmente os quadros que ele pintará mais tarde.
Em uma dessas cartas ele diz: “(...) Estou com três telas em andamento: 1) três grandes flores num vaso verde, fundo claro, tela de 15; 2) três flores, uma em broto e desfolhada e um botão sobre fundo azul real, tela de 25; 3) doze flores e botões num vaso amarelo (tela de 30). A última, portanto, é claro sobre claro e será a melhor, espero. Provavelmente não ficarei nisto. Na esperança de viver um ateliê nosso com G., eu gostaria de fazer uma decoração para o ateliê. Nada além de grandes girassóis. Ao lado de sua loja, no restaurante, você sabe que há na decoração muito bonita com flores, eu sempre me lembro do grande girassol da vitrine. (...)”
Van Gogh pintou algumas obras conhecidas como naturezas – mortas particulares e muito célebres dentre elas está os girassóis.
Sua obra possui cores esmaltadas, suntuosas, ricas de reflexo (descrição pictural, cromática, da paisagem).
Doze girassóis numa jarra é considerada uma das melhores e mais famosas obras do pintor. Dentre as características da obra podemos destacar:
· Ênfase no tema da natureza.
· O vaso é carregado de energia vital.
· Sua composição é perfeita, estruturada, organizada e pensada.
· Pintura clara e luminosa.
· Utilização da pincelada como elemento construtor.
· Estrutura nítida e equilibrada.
· Sensação de serenidade e harmonia.
· Representa uma pintura humilde.
· Contornos grossos.
· Utilização de amarelos – quentes.
· Uso de tons claros como o azul e o verde.
· Retrata sua emoção.
· Presença de girassóis murchos que talvez retratem a tristeza.
Por curiosidade, seu ataúde foi coberto com uma simples toalha branca e rodeado com ramos de flores, os girassóis que ele amava tanto. (Segundo um amigo de muito tempo de Vincent, o pintor Emile Bernard, escreveu acerca do funeral em detalhe a Gustave-Albert Aurier).
Esse quadro foi acabado em agosto de 1888 e está hoje exposto na
Neue Pinakothek, em Munique. Assim, não há dúvida de que Van Gogh é um grande artista e merece todo o nosso prestígio e respeito.